segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Questões sobre Parnasianismo:

Questões sobre Parnasianismo:

01.(FUND. UNIV. RIOGRANDE) Marque a afirmativa correta:

a) O Parnasianismo caracterizou-se, no Brasil, pela busca da perfeição formal na poesia.

b) O Parnasianismo determinou o surgimento de obras de tom marcadamente coloquial.

c) O Parnasianismo, por seus poetas, preconizava o uso do verso livre.

d) O Parnasianismo brasileiro deu ênfase ao experimentalismo formal.

e) O Parnasianismo foi o responsável pela afirmação de uma poesia de caráter sugestivo e musical.



Resposta: A



02. Assinale a alternativa que tenha apenas características do Parnasianismo:

a) culto da forma; objetivismo; predomínio dos elementos da natureza;

b) preocupação com a forma, com a técnica e com a métrica; presença de rimas ricas, raras, preciosas;

c) predomínio do sentimentalismo; vocabulário precioso; descrições de objetos;

d) teoria da arte pela arte; métrica perfeita; busca do nacionalismo;

e) sexualidade; hereditariedade; meio ambiente.



Resposta: B



03.(MACKENZIE) Não caracteriza a estética parnasiana:

a) a oposição aos românticos e distanciamento das preocupações sociais dos realistas.

b) A objetividade, advinda do espírito cientificista, e o culto da forma.

c) A obsessão pelo adorno e contenção lírica.

d) A perfeição formal na rima, no ritmo, no metro e volta aos motivos clássicos.

e) A exaltação do “eu” e fuga da realidade presente.



Resposta: E

Carolina nº10 2ºAM

Poesia Parnasiana

Poesia Parnasiana: Dormes...

Dormes... Mas que sussurro a umedecida
Terra desperta? Que rumor enleva
As estrelas, que no alto a Noite leva
Presas, luzindo, à túnica estendida?

São meus versos! Palpita a minha vida
Neles, falenas que a saudade eleva
De meu seio, e que vão, rompendo a treva,
Encher teus sonhos, pomba adormecida!

Dormes, com os seios nus, no travesseiro
Solto o cabelo negro... e ei-los, correndo,
Doudejantes, sutis, teu corpo inteiro

Beijam-te a boca tépida e macia,
Sobem, descem, teu hálito sorvendo
Por que surge tão cedo a luz do dia?!

Olavo Bilac


Carolina nº10 2ºAM

Literatura X Cinema



Todas as artes estão relacionadas. A sétima arte visitou a literatura desde o seu nascedouro. As adaptações para a tela de romances consagrados nem sempre foram bem sucedidas e alguns clássicos da literatura foram filmados diversas vezes. Nesse ensaio discutimos a transposição de três grandes clássicos da literatura universal e ramakes. O Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. O Fausto, de Goethe (foto: Fausto, de Murnau) e Madame Bovary, de Flaubert. Três grandes personagens e tramas que se adaptam perfeitamente a um roteiro cinematográfico.

Adjunto Adnominal

Adjunto adverbial é o termo da oração que se refere ao adjetivo, verbo ou outro advérbio. Tem a mesma função de advérbio.

Exemplos:
- Não serei substituído por um trapaceiro.
Não -> refere-se ao verbo

- O avião decolou bem rapidamente.
Bem -> refere-se a outro advérbio

- Paulo é muito vagaroso.
Muito -> refere-se ao adjetivo

Adjunto Adnominal

É o termo da oração que sempre se refere a um substantivo. Vem representado por artigos, adjetivos, locuções adjetivas, pronomes adjetivos e numerais. Os adjuntos adnominais modificam o substantivo, qualquer que seja a função que ele exerça na oração.

Exemplos

1) Adjetivos

- O alegre espetáculo começou tarde.

Alegre: Adjunto Adnominal
Espetáculo: Substantivos

- Meninos tristes chegaram.

Tristes: Adjunto Adnominal
Meninos: Substantivos

- As construções antigas eram mais trabalhadas artisticamente.

Antigas: Adjunto Adnominal
Construções: Substantivos

Parnasianismo

CARACTERISTICAS

Os poetas brasileiros tomam como fonte de inspiração os portugueses do século XVIII, destacando, sobretudo, o trabalho de Bocage. Voltam-se, também, para Basílio da Gama, Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antonio Gonzaga. Cultuam a estética do Arcadismo, a correção da linguagem, propiciadora de originalidade e imortalidade, buscando objetividade e impassibilidade diante do objeto, cultivando a forma para atingir a perfeição.

A sintaxe, sob a influência do século XVIII, prima pela devoção à clareza, à lógica e à sonoridade. Os parnasianos evitam as aliterações, homofonias, hiatos, ecos e expressões arrebatadoras, mas apreciam a rima consoante, aplicada sob o jugo de regras rígidas, privilegiando a rima paroxítona, abjurando a interna e exigindo a rima em todas as quadras. Dão ênfase às alternâncias graves, aos versos de rimas paralelas ou intercaladas. Apreciam as metáforas derivadas das lendas e história da Antigüidade Clássica, símbolo do ideal de beleza.

O soneto ressurge juntamente com o verso alexandrino, bem como o trabalho com a chave de ouro e a rima rica. A vida é cantada em toda sua glória, sobressaindo-se a alegria, a sensualidade, o conhecimento do mal. A imaginação é sempre dominada pela realidade objetiva.

O universalismo se sobrepõe ao nacionalismo. Entretanto, o Parnasianismo inicial, ligado à inspiração derivada dos temas históricos de Roma e Grécia, vai se deslocando, aos poucos, para a paisagem brasileira, graças à ação do meio e das tradições poéticas, tendendo à busca da simplicidade clássica. A recorrência ao arcadismo interno e ao português acaba dando ao movimento uma configuração própria. O social perde a força do início, cedendo lugar ao princípio da Arte pela Arte, postulado pelo poeta francês, Théophile Gautier, sem, entretanto, suprimir o subjetivismo. Por isso, os poetas não obedecem com precisão o cientificismo e nem primam pela objetividade, mas se orientam pelo determinismo, pessimismo e sensualidade, prevalecendo, com freqüência, a exigência de precisão, a riqueza de linguagem e a descrição.

PARNASIANISMO

Origens
Movimento literário que se originou na França, Paris, representou na poesia o espírito positivista e científico da época, surgindo no século XIX em oposição ao romantismo.

Nasceu com a publicação de uma série de poesias, precedendo de algumas décadas o simbolismo. O seu nome vem do Monte Parnaso, a montanha que, na mitologia grega era consagrada a Apolo e às musas, uma vez que os seus autores procuravam recuperar os valores estéticos da Antiguidade clássica.

Caracteriza-se pela sacralidade da forma, pelo respeito às regras de versificação, pelo preciosismo rítmico e vocabular, pela rima rica e pela preferência por estruturas fixas, como os sonetos. O emprego da linguagem figurada é reduzido, com a valorização do exotismo e da mitologia. Os temas preferidos são os fatos históricos, objetos e paisagens. A descrição visual é o forte da poesia parnasiana, assim como para os românticos são a sonoridade das palavras e dos versos. Os autores parnasianos faziam uma "arte pela arte", pois acreditavam que a arte devia existir por si só, e não por subterfúgios, como o amor, por exemplo. O primeiro grupo de parnasianos de língua francesa reúne poetas de diversas tendências, mas com um denominador comum: a rejeição ao lirismo como credo. Os principais expoentes são Théophile Gautier (1811-1872), Leconte de Lisle (1818-1894), Théodore de Banville (1823-1891) e José Maria de Heredia (1842-1905), de origem cubana, Sully Prudhomme (1839-1907). Gautier fica famoso ao aplicar a frase “arte pela arte” ao movimento.