O Parnasianismo
O Parnasianismo foi contemporâneo do Realismo e do Naturalismo , entre o século XIX e o início do século XX . Brasil e França foram os dois únicos países em que se floresceu com toda força .
Na França , o movimento surgiu em 1866 , com a publicação da revista Le Parnaise Contemporain , que congregava poetas que defendiam uma poesia anti-romântica , descritiva , científica e formalista . Entre esses poetas , destacaram-se Théophile Gautier e Leconte de Lisle .
O nome Parnasianismo retoma a denominação de um monte da Grécia antiga ( Monte Parnaso ) , onde lendariamente os poetas se isolavam do mundo para uma maior integração com os deuses através de sua poesia .
Os poetas consideravam a poesia a mais alta expressão literária da humanidade - razão pela qual o Parnasianismo ficou sendo um estilo principalmente poético , mas não tendo grandes manifestações no terreno da prosa .
No Brasil , a luta por uma poesia de reação ao Romantismo teve lugar no final da década de 1870 . Identifica-se como marco inicial a publicação do livro Fanfarras ( 1882 ) , de Teófilo Dias .
Em Portugal , não chegou a constituir um programa estético organizado.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Literatura no Cinema
Caramuru
O filme tem como ponto central a história de Diogo Alvares, artista português, pintor talentoso, responsável por uma das lendas que povoam a mitologia brasileira - a do Caramuru. Antes, porém, Diogo é responsável por uma confusão envolvendo os mapas que seriam usados nas viagens de Pedro Alvares Cabral. Contratado por Dom Jaime, o cartógrafo do rei, para ilustrar o precioso documento, ele acaba sendo joguete de uma francesa, Isabelle, que vive na corte em busca de ouro, poder e bons relacionamentos. Ela rouba-lhe o mapa e o artista é deportado. Na viagem, Diogo conhece Heitor, um degredado cult, quase precursor do que hoje em dia se conhece como mochileiro. Como muitas caravelas que se arriscavam, a de Vasco de Atahyde naufraga. Mas Diogo consegue chegar ao Brasil e o infortúnio acaba sendo um auxílio para dar início à história de amor entre ele e Paraguaçú, a índia que conhece ao chegar ao novo mundo, ao paraíso bíblico sonhado. Mais tarde, a história do náufrago iria se espalhar, assim como a lenda de que ele foi o primeiro rei do Brasil.
O romance entre o descobridor e a nativa é, de fato, a história do triângulo amoroso entre Diogo, Paraguaçú e sua irmã Moema. Os três viviam em perfeita harmonia, sob os olhares do cacique Itaparica, chefe dos índios tupinambás, personagem com várias características da personalidade brasileira - nosso cacique é preguiçoso, malandro e, principalmente, engraçado. Até o desembarque oficial dos portugueses, quando a harmonia do novo mundo é interrompida pelos colonizadores. Diogo volta à Portugal para ser "condecorado" rei. Apaixonadas, Paraguaçú e Moema mergulham no mar atrás da caravela, mas só Paraguaçu chega à embarcação. Ela e Diogo continuam sua história de amor, com todos os impactos da cultura européia na vida de uma linda índia.
O filme tem como ponto central a história de Diogo Alvares, artista português, pintor talentoso, responsável por uma das lendas que povoam a mitologia brasileira - a do Caramuru. Antes, porém, Diogo é responsável por uma confusão envolvendo os mapas que seriam usados nas viagens de Pedro Alvares Cabral. Contratado por Dom Jaime, o cartógrafo do rei, para ilustrar o precioso documento, ele acaba sendo joguete de uma francesa, Isabelle, que vive na corte em busca de ouro, poder e bons relacionamentos. Ela rouba-lhe o mapa e o artista é deportado. Na viagem, Diogo conhece Heitor, um degredado cult, quase precursor do que hoje em dia se conhece como mochileiro. Como muitas caravelas que se arriscavam, a de Vasco de Atahyde naufraga. Mas Diogo consegue chegar ao Brasil e o infortúnio acaba sendo um auxílio para dar início à história de amor entre ele e Paraguaçú, a índia que conhece ao chegar ao novo mundo, ao paraíso bíblico sonhado. Mais tarde, a história do náufrago iria se espalhar, assim como a lenda de que ele foi o primeiro rei do Brasil.
O romance entre o descobridor e a nativa é, de fato, a história do triângulo amoroso entre Diogo, Paraguaçú e sua irmã Moema. Os três viviam em perfeita harmonia, sob os olhares do cacique Itaparica, chefe dos índios tupinambás, personagem com várias características da personalidade brasileira - nosso cacique é preguiçoso, malandro e, principalmente, engraçado. Até o desembarque oficial dos portugueses, quando a harmonia do novo mundo é interrompida pelos colonizadores. Diogo volta à Portugal para ser "condecorado" rei. Apaixonadas, Paraguaçú e Moema mergulham no mar atrás da caravela, mas só Paraguaçu chega à embarcação. Ela e Diogo continuam sua história de amor, com todos os impactos da cultura européia na vida de uma linda índia.
Diferença entre adjunto adnominal e adjunto adverbial
Adjunto adnominal
O adjunto adnominal (Ad Adn) pode ser representado por palavras ou locuções de valor adjetivo e sempre acompanhem um núcleo substantivo em qualquer função sintática.
Os adjuntos adnominais podem ser representados por várias classes gramaticais: artigos, pronomes adjetivos, adjetivos, locução ou expressão adjetiva, numeral:
1.O lápis é do meu amigo. (artigo definido) (pronome adjetivo)
2.Paulo é um garoto inteligente. (artigo indefinido) (adjetivo)
3.A professora defendeu os direitos dos alunos e também dos professores. (locução adjetiva)
4.Ela providenciou um prêmio justo. (artigo indefinido)
5.Tinha olhos azuis, pele aveludada e cabelos escuros. (adjetivo)
Adjunto adverbial
É a função sintática exercida pelos advérbios, expressões adverbiais - igualmente aos advérbios, indicam circunstâncias em que algo ocorre. Os adjuntos adverbiais (Ad Adv), ou os advérbios modificam os verbos, os próprios advérbios e os adjetivos:
1.O sabiá canta divinamente.
2.Maria elaborou as provas com extremo cuidado. (= cuidadosamente - modifica verbo).
3.Sentimo-nos bastante honrados com a sua presença. (modif. adjetivo)
4.Ela plantou a flor no jardim. (modifica a ação verbal - lugar)
5.A pesquisa dela é muito interessante. (modifica adjetivo)
6.Ele apresentou o seu projeto muito bem. (modifica o advérbio 'bem')
Diferença entre as duas funções:
O adjunto adnominal vem sempre junto de um nome, adicionando a este comentários, especificação, delimitação, etc. Isso ocorre junto a substantivos em qualquer função sintática ( sujeito, objeto direto, indireto, aposto, predicativo). Ao considerarmos que a frase representa um pequeno drama, o adjunto adverbial representará a circunstância onde o drama ocorre:
1.O carro do João foi roubado ontem à noite.
Os termos O e do João são adjuntos adnominais; o termo ontem à noite representa um adjunto adverbial de tempo, ou seja, a circunstância de tempo em que ocorreu a ação verbal.
Adjunto adnominal
O adjunto adnominal (Ad Adn) pode ser representado por palavras ou locuções de valor adjetivo e sempre acompanhem um núcleo substantivo em qualquer função sintática.
Os adjuntos adnominais podem ser representados por várias classes gramaticais: artigos, pronomes adjetivos, adjetivos, locução ou expressão adjetiva, numeral:
1.O lápis é do meu amigo. (artigo definido) (pronome adjetivo)
2.Paulo é um garoto inteligente. (artigo indefinido) (adjetivo)
3.A professora defendeu os direitos dos alunos e também dos professores. (locução adjetiva)
4.Ela providenciou um prêmio justo. (artigo indefinido)
5.Tinha olhos azuis, pele aveludada e cabelos escuros. (adjetivo)
Adjunto adverbial
É a função sintática exercida pelos advérbios, expressões adverbiais - igualmente aos advérbios, indicam circunstâncias em que algo ocorre. Os adjuntos adverbiais (Ad Adv), ou os advérbios modificam os verbos, os próprios advérbios e os adjetivos:
1.O sabiá canta divinamente.
2.Maria elaborou as provas com extremo cuidado. (= cuidadosamente - modifica verbo).
3.Sentimo-nos bastante honrados com a sua presença. (modif. adjetivo)
4.Ela plantou a flor no jardim. (modifica a ação verbal - lugar)
5.A pesquisa dela é muito interessante. (modifica adjetivo)
6.Ele apresentou o seu projeto muito bem. (modifica o advérbio 'bem')
Diferença entre as duas funções:
O adjunto adnominal vem sempre junto de um nome, adicionando a este comentários, especificação, delimitação, etc. Isso ocorre junto a substantivos em qualquer função sintática ( sujeito, objeto direto, indireto, aposto, predicativo). Ao considerarmos que a frase representa um pequeno drama, o adjunto adverbial representará a circunstância onde o drama ocorre:
1.O carro do João foi roubado ontem à noite.
Os termos O e do João são adjuntos adnominais; o termo ontem à noite representa um adjunto adverbial de tempo, ou seja, a circunstância de tempo em que ocorreu a ação verbal.
Lietratura X Cinema:
A Literatura e o Cinema
Desde que o cinema é cinema, a literatura tem sido um de seus pontos de partida. Os “filmes de arte” franceses do início do século XX procuravam se legitimar como obras sérias e eruditas a partir de textos clássicos e intérpretes teatrais. A relação logo teve mão dupla, quando literatos e dramaturgos começaram a se inspirar no cinema para formar narrativas e poesia, questão presente em diferentes literaturas, inclusive na brasileira – os modernistas são exemplos claros desse argumento. E a relação cinema/literatura continua até hoje, englobando dos clássicos mais antigos à narrativa e à poesia em produção, mais os filmes como tema e fonte de inspiração da linguagem escrita.
As diferenças entre textos literários e filmes neles apoiados são marcadas pelas historicidades específicas de cada linguagem: nenhum filme “repete” uma obra literária, nenhuma obra literária “repete” um filme, quer pelas diferenças de linguagem, quer pelo momento próprio de produção e circulação de cada um de seus resultados.
Mesmo um diretor muito fiel à matéria literária original (como o Nelson Pereira dos Santos de Vidas secas, em relação ao romance de Graciliano Ramos; ou o Luchino Visconti de Morte em Veneza, diante da novela de Thomas Mann) se vê obrigado a pensar em soluções narrativas e poéticas que digam respeito à imagem em movimento e ao som. No caso de Nelson, a profunda indagação de Graciliano sobre o que é um ser humano, qual a humanidade daqueles seres, foi transmutada na imagem do grupo de retirantes que chega e parte, ao som de um carro de bois, veículo inexistente, em termos visuais, na cena filmada. Luchino mesclou a requintada apresentação de época – arquitetura, cores da pintura Impressionista e Pós-Impressionista, indumentárias – a uma reflexão sobre o conjunto da obra de Thomas Mann, citando personagens e situações de seu romance Doutor Fausto, e evocando o compositor Gustav Mahler (autor de músicas apropriadas para a trilha sonora do filme) no personagem Gustav Von Aschenbach, em termos biográficos e até na aparência física.
O momento de cada fazer é outra faceta que conduz a inevitáveis diferenças. Mantendo os mesmos dois grandes exemplos anteriores, Graciliano editou seu romance em pleno Estado Novo, questionando o anúncio das mudanças que os anos de 1930 no Brasil faziam. Nelson realizou seu filme em uma época em que se discutiam “Reformas da Base” para a sociedade brasileira (governo João Goulart), sendo a Reforma Agrária um de seus principais itens. Thomas Mann, por sua vez, apresentou uma Europa prestes a ruir, escrevendo a novela antes da Primeira Guerra Mundial. E Luchino Visconti fez seu Morte em Veneza depois de duas Guerras Mundiais, que englobaram o Holocausto Nazista e o Bombardeio Atômico de cidades japonesas pelas tropas estadunidenses. Mesmo respeitando seus pontos de partida literários, Nelson e Luchino não conseguiriam ser Graciliano e Thomas. E um grande artista nunca precisa se tornar clone de outro grande artista.
A literatura trabalha, quase sempre, com a palavra escrita como recurso único de elaboração (vamos esquecer, momentaneamente, a poesia visual ou material e as histórias em quadrinhos); e o cinema parte da imagem em movimento para incluir palavras, desde sua preparação até aos diálogos entre personagens ou às vozes narrativas nele presentes, mais outros sons – música, ambiente etc.
O cinema se relaciona muito freqüentemente, portanto, com a literatura. O cinema mais elaborado artisticamente transforma essa abordagem em reflexão profunda, porque mergulha com recursos de grande arte – razão sensível e expressiva – nas experiências humanas que aquela outra modalidade de grande arte elaborou verbalmente.
Seria tolice, então, comparar uma obra literária ao filme que se produziu a partir de seus termos. Sempre estaremos diante de obras diferentes. Nada garante que um grande texto resulte em um filme maior. E um livro medíocre pode ser transfigurado em grande cinema, se o diretor do filme tiver estatura para tanto.
Muito melhor será reafirmarmos a permanente necessidade de livros e filmes, ainda mais se forem grandes livros e grandes filmes. São suportes de pensar e sentir. São lugares de memória para quantos os lerem ou a eles assistirem. Um não substitui o outro, ao contrário do que jovens vestibulandos e seus professores supõem, quando assistem a filmes baseados em leituras obrigatórias – que tal pensar também em filmes obrigatórios em seus exames?
Certamente, no exemplo dos vestibulandos, fica patente a funcionalidade do filme em relação ao tempo de lazer (ou auto-aprofundamento) de que dispõe cada um, de acordo com sua idade e sua classe social. Reafirmando a necessidade de todos terem acesso aos bons filmes, é preciso enfatizar também a necessidade de todos terem acesso aos bons textos literários como tópicos de primeira necessidade na sobrevivência humana.
Evocar as relações entre cinema e literatura é festejar apoios e apropriações que ambos se fazem reciprocamente, com a condição de continuarem a existir em suas especificidades. Precisamos de bons filmes e de bons livros. Descobrir os labirintos de espaço e tempo que Alain Resnais nos apresenta em No Ano passado em Marienbad (argumento do escritor Alain Robbe-Grillet) não nos eximirá de procurar outros mundos nas palavras de João Guimarães Rosa, em Grande sertão: veredas (filmado, sem maiores arroubos, pelo cineasta Renato Geraldo Santos Pereira).
E esses são apenas dois exemplos, em um infinito universo de livros e filmes que podem marcar nossas vidas com a aventura da indagação sobre o mundo. Esta coletânea contribui de maneira muito especial para compreendermos em maior profundidade os diálogos entre cinema e literatura, acompanhando falas de artistas que atuam nesses dois campos e nos ajudam a entender mais faces de sua produção.Entendendo melhor os cineastas e literatos, bem como as obras que deles recebemos, tão importantes para nossas vidas, nós nos entenderemos ainda mais.
Marcos Silva
Professor da FFLCH/USP e coordenador da
coletânea Clarões da tela
Carolina nº10 2ºAM
Desde que o cinema é cinema, a literatura tem sido um de seus pontos de partida. Os “filmes de arte” franceses do início do século XX procuravam se legitimar como obras sérias e eruditas a partir de textos clássicos e intérpretes teatrais. A relação logo teve mão dupla, quando literatos e dramaturgos começaram a se inspirar no cinema para formar narrativas e poesia, questão presente em diferentes literaturas, inclusive na brasileira – os modernistas são exemplos claros desse argumento. E a relação cinema/literatura continua até hoje, englobando dos clássicos mais antigos à narrativa e à poesia em produção, mais os filmes como tema e fonte de inspiração da linguagem escrita.
As diferenças entre textos literários e filmes neles apoiados são marcadas pelas historicidades específicas de cada linguagem: nenhum filme “repete” uma obra literária, nenhuma obra literária “repete” um filme, quer pelas diferenças de linguagem, quer pelo momento próprio de produção e circulação de cada um de seus resultados.
Mesmo um diretor muito fiel à matéria literária original (como o Nelson Pereira dos Santos de Vidas secas, em relação ao romance de Graciliano Ramos; ou o Luchino Visconti de Morte em Veneza, diante da novela de Thomas Mann) se vê obrigado a pensar em soluções narrativas e poéticas que digam respeito à imagem em movimento e ao som. No caso de Nelson, a profunda indagação de Graciliano sobre o que é um ser humano, qual a humanidade daqueles seres, foi transmutada na imagem do grupo de retirantes que chega e parte, ao som de um carro de bois, veículo inexistente, em termos visuais, na cena filmada. Luchino mesclou a requintada apresentação de época – arquitetura, cores da pintura Impressionista e Pós-Impressionista, indumentárias – a uma reflexão sobre o conjunto da obra de Thomas Mann, citando personagens e situações de seu romance Doutor Fausto, e evocando o compositor Gustav Mahler (autor de músicas apropriadas para a trilha sonora do filme) no personagem Gustav Von Aschenbach, em termos biográficos e até na aparência física.
O momento de cada fazer é outra faceta que conduz a inevitáveis diferenças. Mantendo os mesmos dois grandes exemplos anteriores, Graciliano editou seu romance em pleno Estado Novo, questionando o anúncio das mudanças que os anos de 1930 no Brasil faziam. Nelson realizou seu filme em uma época em que se discutiam “Reformas da Base” para a sociedade brasileira (governo João Goulart), sendo a Reforma Agrária um de seus principais itens. Thomas Mann, por sua vez, apresentou uma Europa prestes a ruir, escrevendo a novela antes da Primeira Guerra Mundial. E Luchino Visconti fez seu Morte em Veneza depois de duas Guerras Mundiais, que englobaram o Holocausto Nazista e o Bombardeio Atômico de cidades japonesas pelas tropas estadunidenses. Mesmo respeitando seus pontos de partida literários, Nelson e Luchino não conseguiriam ser Graciliano e Thomas. E um grande artista nunca precisa se tornar clone de outro grande artista.
A literatura trabalha, quase sempre, com a palavra escrita como recurso único de elaboração (vamos esquecer, momentaneamente, a poesia visual ou material e as histórias em quadrinhos); e o cinema parte da imagem em movimento para incluir palavras, desde sua preparação até aos diálogos entre personagens ou às vozes narrativas nele presentes, mais outros sons – música, ambiente etc.
O cinema se relaciona muito freqüentemente, portanto, com a literatura. O cinema mais elaborado artisticamente transforma essa abordagem em reflexão profunda, porque mergulha com recursos de grande arte – razão sensível e expressiva – nas experiências humanas que aquela outra modalidade de grande arte elaborou verbalmente.
Seria tolice, então, comparar uma obra literária ao filme que se produziu a partir de seus termos. Sempre estaremos diante de obras diferentes. Nada garante que um grande texto resulte em um filme maior. E um livro medíocre pode ser transfigurado em grande cinema, se o diretor do filme tiver estatura para tanto.
Muito melhor será reafirmarmos a permanente necessidade de livros e filmes, ainda mais se forem grandes livros e grandes filmes. São suportes de pensar e sentir. São lugares de memória para quantos os lerem ou a eles assistirem. Um não substitui o outro, ao contrário do que jovens vestibulandos e seus professores supõem, quando assistem a filmes baseados em leituras obrigatórias – que tal pensar também em filmes obrigatórios em seus exames?
Certamente, no exemplo dos vestibulandos, fica patente a funcionalidade do filme em relação ao tempo de lazer (ou auto-aprofundamento) de que dispõe cada um, de acordo com sua idade e sua classe social. Reafirmando a necessidade de todos terem acesso aos bons filmes, é preciso enfatizar também a necessidade de todos terem acesso aos bons textos literários como tópicos de primeira necessidade na sobrevivência humana.
Evocar as relações entre cinema e literatura é festejar apoios e apropriações que ambos se fazem reciprocamente, com a condição de continuarem a existir em suas especificidades. Precisamos de bons filmes e de bons livros. Descobrir os labirintos de espaço e tempo que Alain Resnais nos apresenta em No Ano passado em Marienbad (argumento do escritor Alain Robbe-Grillet) não nos eximirá de procurar outros mundos nas palavras de João Guimarães Rosa, em Grande sertão: veredas (filmado, sem maiores arroubos, pelo cineasta Renato Geraldo Santos Pereira).
E esses são apenas dois exemplos, em um infinito universo de livros e filmes que podem marcar nossas vidas com a aventura da indagação sobre o mundo. Esta coletânea contribui de maneira muito especial para compreendermos em maior profundidade os diálogos entre cinema e literatura, acompanhando falas de artistas que atuam nesses dois campos e nos ajudam a entender mais faces de sua produção.Entendendo melhor os cineastas e literatos, bem como as obras que deles recebemos, tão importantes para nossas vidas, nós nos entenderemos ainda mais.
Marcos Silva
Professor da FFLCH/USP e coordenador da
coletânea Clarões da tela
Carolina nº10 2ºAM
LITERATURA E CINEMA
Literatura e cinema
Literatura e Cinema são artes que se interpolam e este programa traz bons exemplos disso. No filme A João Guimarães Rosa, mestre Roberto Santos enfoca o sertão eternizado pela obra do autor de "Grande Sertão: Veredas". A Moça que Dançou Depois de Morta traz a literatura de cordel transformada em cinema de animação, enquanto Biografia do Tempo promove uma mescla da obra de Santiago Alvarez e Pedro Nava. Em Françoise e Transubstancial, Luiz Vilela e Augusto dos Anjos são respectivamente celebrados por cineastas de seus estados de origem. Imensidade engendrada uma interessante experimentação sócio-poética ao fazer declamar Castro Alves em plena Praça da Sé. Em Meu nome é Paulo Lemiski, a obra do poeta paranaense serve de fonte de conflito entre pais e filhos. Trabalhos díspares que demonstram as possibilidades múltiplas da adaptação literário-cinematográfica.
Literatura e Cinema são artes que se interpolam e este programa traz bons exemplos disso. No filme A João Guimarães Rosa, mestre Roberto Santos enfoca o sertão eternizado pela obra do autor de "Grande Sertão: Veredas". A Moça que Dançou Depois de Morta traz a literatura de cordel transformada em cinema de animação, enquanto Biografia do Tempo promove uma mescla da obra de Santiago Alvarez e Pedro Nava. Em Françoise e Transubstancial, Luiz Vilela e Augusto dos Anjos são respectivamente celebrados por cineastas de seus estados de origem. Imensidade engendrada uma interessante experimentação sócio-poética ao fazer declamar Castro Alves em plena Praça da Sé. Em Meu nome é Paulo Lemiski, a obra do poeta paranaense serve de fonte de conflito entre pais e filhos. Trabalhos díspares que demonstram as possibilidades múltiplas da adaptação literário-cinematográfica.
PARNASIANISMO
Introdução
A Parnasianismo foi um movimento literário que surgiu na França, na metade do século XIX e se desenvolveu na literatura européia, chegando ao Brasil. Esta escola literária foi uma oposição ao romantismo, pois representou a valorização da ciência e do positivismo.
O nome parnasianismo surgiu na França e deriva do termo "Parnaso", que na mitologia grega era o monte do deus Apólo e das musas da poesia. Na França, os poetas parnasianos que mais se destacaram foram: Théophile Gautier, Leconte de Lisle, Théodore de Banville e José Maria de Heredia.
Características do Parnasianismo
- Objetividade no tratamento dos temas abordados. O escritor parnasiano trata os temas baseando na realidade, deixando de lado o subjetivismo e a emoção;
- Impessoalidade: a visão do escritor não interfere na abordagem dos fatos;
- Valorização da estética e busca da perfeição. A poesia é valorizada por sua beleza em sí e, portanto, deve ser perfeita do ponto de vista estético;
- O poeta evita a utilização de palavras da mesma classe gramatical em suas poesias, buscando tornar as rimas esteticamente ricas;
- Uso de linguagem rebuscada e vocabulário culto;
- Temas da mitologia grega e da cultura clássica são muito frequentes nas poesias parnasianas;
- Preferência pelos sonetos;
- Valorização da metrificação: o mesmo número de sílabas poéticas é usado em cada verso;
- Uso e valorização da descrição das cenas e objetos.
Parnasianismo no Brasil
No Brasil, o parnasianismo chegou na segunda metade do século XIX e teve força até o movimento modernista (Semana de Arte Moderna de 1922).
Os principais representantes do parnasianismo brasileiro foram:
- Alberto de Oliveira. Obras principais: Meridionais (1884), Versos e Rimas (1895), Poesias (1900), Céu, Terra e Mar (1914), O Culto da Forma na Poesia Brasileira (1916).
- Raimundo Correia. Obras principais: Primeiros Sonhos (1879), Sinfonias(1883), Versos e Versões(1887), Aleluias(1891), Poesias(1898).
- Olavo Bilac. Obras principais: Poesias (1888), Crônicas e novelas (1894), Crítica e fantasia (1904), Conferências literárias (1906), Dicionário de rimas (1913), Tratado de versificação (1910), Ironia e piedade, crônicas (1916), Tarde (1919).
- Francisca Júlia. Obras principais: Mármores (1895), Livro da Infância (1899), Esfínges (1903), Alma Infantil (1912).
- Vicente de Carvalho. Obras principais: Ardentias (1885), Relicário (1888), Rosa, rosa de amor (1902), Poemas e canções, (1908), Versos da mocidade (1909), Páginas soltas (1911), A voz dos sinos, (1916).
* Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia formaram a chamada "Tríade Parnasiana".
A Parnasianismo foi um movimento literário que surgiu na França, na metade do século XIX e se desenvolveu na literatura européia, chegando ao Brasil. Esta escola literária foi uma oposição ao romantismo, pois representou a valorização da ciência e do positivismo.
O nome parnasianismo surgiu na França e deriva do termo "Parnaso", que na mitologia grega era o monte do deus Apólo e das musas da poesia. Na França, os poetas parnasianos que mais se destacaram foram: Théophile Gautier, Leconte de Lisle, Théodore de Banville e José Maria de Heredia.
Características do Parnasianismo
- Objetividade no tratamento dos temas abordados. O escritor parnasiano trata os temas baseando na realidade, deixando de lado o subjetivismo e a emoção;
- Impessoalidade: a visão do escritor não interfere na abordagem dos fatos;
- Valorização da estética e busca da perfeição. A poesia é valorizada por sua beleza em sí e, portanto, deve ser perfeita do ponto de vista estético;
- O poeta evita a utilização de palavras da mesma classe gramatical em suas poesias, buscando tornar as rimas esteticamente ricas;
- Uso de linguagem rebuscada e vocabulário culto;
- Temas da mitologia grega e da cultura clássica são muito frequentes nas poesias parnasianas;
- Preferência pelos sonetos;
- Valorização da metrificação: o mesmo número de sílabas poéticas é usado em cada verso;
- Uso e valorização da descrição das cenas e objetos.
Parnasianismo no Brasil
No Brasil, o parnasianismo chegou na segunda metade do século XIX e teve força até o movimento modernista (Semana de Arte Moderna de 1922).
Os principais representantes do parnasianismo brasileiro foram:
- Alberto de Oliveira. Obras principais: Meridionais (1884), Versos e Rimas (1895), Poesias (1900), Céu, Terra e Mar (1914), O Culto da Forma na Poesia Brasileira (1916).
- Raimundo Correia. Obras principais: Primeiros Sonhos (1879), Sinfonias(1883), Versos e Versões(1887), Aleluias(1891), Poesias(1898).
- Olavo Bilac. Obras principais: Poesias (1888), Crônicas e novelas (1894), Crítica e fantasia (1904), Conferências literárias (1906), Dicionário de rimas (1913), Tratado de versificação (1910), Ironia e piedade, crônicas (1916), Tarde (1919).
- Francisca Júlia. Obras principais: Mármores (1895), Livro da Infância (1899), Esfínges (1903), Alma Infantil (1912).
- Vicente de Carvalho. Obras principais: Ardentias (1885), Relicário (1888), Rosa, rosa de amor (1902), Poemas e canções, (1908), Versos da mocidade (1909), Páginas soltas (1911), A voz dos sinos, (1916).
* Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia formaram a chamada "Tríade Parnasiana".
Verbo de Ligação:
I. verbo. de ligação
O verbo de ligação é aquele que não indica ação, mas estado, qualidade ou condição do sujeito. Este verbo faz a ligação entre o sujeito e suas qualidades ou características.
Alguns dos verbos de ligação são: ficar, permanecer, continuar, estar, ser, etc.
Ex.:
• Ontem eu estava cansada.
• O bolo era de chocolate.
• Marina continua alegre.
• Vocês serão felizes.
Esses verbos serão considerados intransitivos se forem encontrados no predicado somente com adjuntos adverbiais.
Ex.:
• Minha festa será no parque aquático.
• O paciente permanecia na sala do médico.
Carolina nº10 2ºAM
O verbo de ligação é aquele que não indica ação, mas estado, qualidade ou condição do sujeito. Este verbo faz a ligação entre o sujeito e suas qualidades ou características.
Alguns dos verbos de ligação são: ficar, permanecer, continuar, estar, ser, etc.
Ex.:
• Ontem eu estava cansada.
• O bolo era de chocolate.
• Marina continua alegre.
• Vocês serão felizes.
Esses verbos serão considerados intransitivos se forem encontrados no predicado somente com adjuntos adverbiais.
Ex.:
• Minha festa será no parque aquático.
• O paciente permanecia na sala do médico.
Carolina nº10 2ºAM
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